divulgação do Movimento em Defesa da Vida —
Somente 3% da População Brasileira Aceita o Aborto
DATA FOLHA: SOMENTE 3% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA CONSIDERA O ABORTO MORALMENTE ACEITÁVEL
http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=508 (link da pesquisa completa)
No dia 4 de abril de 2007, domingo de Páscoa, a Folha de São Paulo publicou em destaque uma reportagem segundo a qual a rejeição ao aborto em todo o Brasil havia atingido um índice recorde que vinha “crescendo constantemente desde 1993″. A reportagem assinada por Michelle de Oliveira afirmava que no Brasil “hoje somente 16% dizem que o aborto deve ser permitido em mais situações, além de estupro e risco de morte para a mãe, como diz a lei atual. O índice é o maior já verificado desde quando a pesquisa começou a ser feita, em 1993. Desde então, o percentual dos favoráveis a deixar a lei como está tem crescido constantemente”.
["Maioria Defende que Lei sobre Aborto não seja Ampliada":
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200705.htm]
Seis meses depois, em reportagem intitulada “Datafolha Revela o Novo Perfil da Família Brasileira”, publicada hoje e anunciada em destaque na capa na edição deste domingo 7 de outubro de 2007, o jornal Folha de São Paulo, conhecido como o periódico mais a favor do aborto do Brasil, revela novos dados e volta a reconhecer que o Instituto Datafolha, de propriedade da própria Folha, detectou que os brasileiros estão mais tolerantes com o homossexualismo e menos tolerantes com o aborto hoje do que em 1998. Nova pesquisa destinada a determinar o perfil da família brasileira, ouviu 2.093 pessoas em 211 municípios brasileiros. Segundo a mesma, em 1998, 77% achavam muito grave que seu filho tivesse um namorado do mesmo sexo, percentual que caiu para 57% na pesquisa desse ano. Mas a “VARIAÇÃO MAIS SIGNIFICATIVA”, diz a reportagem, ocorreu com a questão do aborto. Com relação a este tema, continua a reportagem da Folha,
“O PERCENTUAL DOS QUE ACHAVAM A PRÁTICA DO ABORTO MUITO GRAVE FOI DE 61% EM 1998 PARA 71% EM 2007. “O AVANÇO É ESPANTOSO”, afirma ainda o texto da Folha.
“HOJE”, segundo o Datafolha, “SÓ 3% DA POPULAÇÃO CONSIDERAM ‘MORALMENTE ACEITÁVEL’ FAZER UM ABORTO, CONTRA 87% QUE ACHAM ISSO ‘MORALMENTE ERRADO’ “.
Sendo promotores do aborto, os repórteres da Folha tentaram suavizar o impacto destes números entrevistando em seguida militantes do movimento a favor da legalização do aborto.
“Os estudiosos do tema afirmam que estes dados não são contraditórios”, afirmam os repórteres da Folha. A antropóloga Debora Diniz, que orquestrou a ação para legalizar o aborto em caso de anencafalia junto ao STF em 2004, afirma que “não podemos afirmar que são mudanças de prática, mas de narrativa”.
Já a antropóloga Maria Luiza Heilborn, coordenadora do CLAM, Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos, organismo financiado pela Fundação Ford sediado no campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, encarregado pelas Fundações Americanas de monitorar o recrudescimento do fundamentalismo em matéria de direitos sexuais e reprodutivos na América Latina, aponta a ultra sonografia como um dos fatores responsáveis pelo crescimento da rejeição. “Uma coisa que era oculta passou a ser visível”, afirma ela, apontando para o fenômeno da “ressacralização da vida pré-uterina”.